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Ensino a Distância e Tecnologia

Ensino a Distância e Tecnologia

O ministério da educação autorizou, em 17 de abril, o ensino a distância em cursos presenciais para universidades e institutos federais. E a escolas estaduais - que são responsáveis por mais de 47 milhões de alunos em todo o país -, como estão funcionando nesse período de pandemia? A maioria dos governos estaduais suspendeu as aulas desde a segunda quinzena de março e têm recomendado também a educação à distância. Porém, professores e alunos reclamam de falta de orientação.                  

Paula Cavalcante, professora em dois colégios (um municipal e outro estadual) no estado de São Paulo, comenta que no início da pandemia do COVID19, ela e outros colegas de ensino não sabiam muito o que fazer.” Tivemos 15 dias de recesso, e depois a direção das escolas entraram em contato com a gente pra dizer que o trabalho seria home office e que passaríamos a dar aulas on-line”, comenta. Paula, que também possui alunos em fase pré-escolar, destacou como foi acordado que seriam as aulas para esses alunos mais jovens: “Em algumas reuniões e vídeo conferências, nós discutimos que utilizaríamos vídeos com conteúdo lúdico e brincadeiras para que as crianças pudessem ter acesso em casa.” 

O problema da desigualdade de condições para realização das atividades escolares à distância também agrava a situação. A proposta de ensino, como está sendo feita, não garante a qualidade da aprendizagem e amplia a desigualdade entre os alunos. “Desde que comecei a estudar em casa eu não consegui ver um vídeo inteiro, porque a conexão cai toda hora”, comenta Eduardo Bezzuoli, estudante do primeiro ano do ensino médio.  

A dificuldade encontrada por Eduardo é apenas o reflexo da realidade no nosso país, onde - de acordo com pesquisa realizada, em 2018, pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação - 58% dos domicílios não têm acesso a computador e 33% não dispõem de internet.  

  

Conectividade e Plataforma 

O celular é a ferramenta mais utilizada por estudantes para realizar atividades escolares. De acordo com a TIC Educação 2019 - divulgada em junho deste ano pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil - 58% dos alunos de escolas urbanas e usuários de internet usam o telefone móvel para esse fim. 

Escolas, por sua vez, ainda carecem de recursos que proporcionem um ambiente virtual de aprendizagem adequado. Segundo a TIC, apenas 28% das escolas localizadas em área urbana possuem uma plataforma virtual para esse tipo de ensino – sendo que destas, 64% se referem a escolas privadas.  

Desde o início da pandemia, as aulas do Centro Nacional de Mídias da Educação podem ser acompanhadas por todas as pessoas interessadas por meio do aplicativo CNME, disponível no Google Play e na App Store, para sistemas Android e IOS, sem consumo do pacote de dados da internet. A interação, via chat, fica limitada apenas para professores e alunos. 

Contudo, a falta de orientação, para a preparação do conteúdo das aulas online, também é um ponto de teste para os professores. “Eu tive muito problema com o uso da aplicação da tecnologia nessa nova etapa de ensino que estamos vivenciando. Além disso, dá muita vergonha de aparecer nos vídeos. Em alguns momentos eu apareço, para os alunos matarem a saudade, mas em outros (para os alunos da fase pré-escolar) eu coloco algumas imagens e uma música”, destacou Paula que demorou mais de seis horas para editar o seu primeiro vídeo.  

  

Apesar das dificuldades, é possível encontrar uma saída para continuar com as atividades educativas – algumas instituições de ensino, por exemplo, encontraram nas redes sociais uma alternativa para alcançarem seus alunos. 

A união entre Secretaria de Ensino, dispositivos digitais e estratégias comunitárias podem trazer consequências positivas – seja para professores ou para alunos. Já a professora Paula, Nascida em 21 de dezembro de 1984 (ano da missão espacial soviética VeGa 2, um marco da tecnologia, que consistiu no lançamento de duas sondas espaciais com o intuito principal de estudar o cometa Halley dois anos depois), não é tão otimista a respeito de como os estudantes e alguns professores utilizam a tecnologia — nos dias de hoje — para assimilação do ensino que recebem a distância. “Será necessário ‘correr’ para alcançar o ponto em que a tecnologia comece a auxiliar realmente na rotina do ensino a distância aqui no Brasil”. 

Segurança da Informação e Home Office

Segurança da Informação e Home Office

“Como um profissional em segurança da informação, assim como um eterno observador do comportamento humano, papéis esses que se complementam, tenho observado com interesse o desenrolar das mudanças em decorrência dessa pandemia.

Antes de entrar nesse assunto, gostaria de esclarecer que segurança da informação não te a ver apenas com computadores, firewall e antivírus. Tem a ver, antes de mais nada, com o comportamento humano. As pessoas, e não os computadores, são o foco de atenção para qualquer profissional dessa área. Afinal são as pessoas que clicam em links duvidosos, que dão informações sensíveis pelo telefone ou que desabilitam a segurança do computador para instalar aquele crack daquele software que quer usar sem pagar.

Voltando ao assunto, a pandemia causou profundas mudanças no inter-relacionamento, a começar com o ambiente de trabalho.

Muitas empresas para atender aos pedidos de isolamento social, em muitos casos ordens através de decretos e até força policial, adotou o modelo de teletrabalho ou, como uso mais comumente no mundo da tecnologia, o Home office.

Toda quebra de paradigma leva tempo para ser compreendida, e não podemos nos esquecer que existe a natural relutância da maioria das pessoas em relação a mudanças. Assisti a isso com vários eventos, já que tenho quase 50 anos. Microondas, celulares, CDs, DVDs, e-mail, stream de músicas e vídeos, a lista é imensa. Sempre existem aqueles que adotam na hora, e se deliciam com as mudanças e facilidades, enquanto que a maioria reluta, encontra defeitos (que muitas vezes existem), e se sente saudoso do “status quo” anterior. Seja do telefone em uma mesinha no canto da sala, da fita de vídeo cassete, da comida requentada na panela, do LP, e mesmo da rotina de acordar, se arrumar e ir trabalhar, passar muitas vezes 2 horas no transito, trabalhar 8 horas com uma de almoço, e chegar em casa depois de mais 2 ou 3 horas de transito.

De fato, li uma matéria em algum lugar que já nem lembro mais, que falava dos inúmeros pedidos de divórcio em decorrência da convivência forçada 24x7. As pessoas não estavam preparadas por isso.

 

Não é fácil uma mudança desse porte, mas existem algumas coisas que podem ajudar. E quem sou eu para falar o que funciona nesse caso? Só mais um. Mas desde o século passado eu trabalho em Home office. Na década de 90 eu trabalhei em uma Software House onde eu ia uma ou duas vezes na semana, passava no máximo 3 horas lá, apenas para alinhamento de projetos, demandas, etc., e o resto executava em casa. Para um cara com 20 e poucos anos foi bem difícil criar métodos, mas eu os criei e, ao menos para mim, funcionaram. Meu intuito aqui não é dar uma receita infalível para o sucesso na sua vida pessoal e profissional, trabalhando em Home office, mas sim compartilhar com vocês o que funcionou comigo e, quem sabe, ajudar.

- Tenha seu canto de trabalho. Isso para mim foi essencial. No começo era um canto, no meu quarto, na casa da minha mãe, onde ficava uma mesa com meu computador. Lembrem-se que estou falando e uma época pré-internet. Quando eu me sentava à mesa, o resto da casa deixava de existir para mim. Com muita conversa com minha mãe e minhas irmãs, entenderam que enquanto eu estava ali, eu estava trabalhando, e houve a compreensão familiar e me deixavam quieto no meu canto, como se eu não estivesse em casa. E para mim não existia o resto da casa, estava no meu canto “da empresa”

- Tenha sua rotina de trabalho. Sim, se arrume para ir trabalhar, mesmo que seja a 2 passos da sua cama. Eu levantava, tomava meu café da manhã, tomava banho, e me vestia com uma roupa de trabalho, antes de me sentar à minha mesa. Não acredito que seja necessário usar um salto ou um terno, mas lembre-se que você está no ambiente de trabalho e uma chamada de vídeo pode acontecer qualquer momento, assim como a necessidade de se deslocar. Portanto, haja de acordo com o que realmente é: você está trabalhando. Para mim o que mudou foi que em vez de acordar às 5:40 passei a acordar às 7:30. Para muitas pessoas podem ser interessantes continuar acordando no mesmo horário, e aproveitar o tempo que gastaria com deslocamento para ler notícias ou mesmo curtir pouco a família antes do expediente. Mas está no seu "ambiente de trabalho" no mesmo horário que normalmente estaria se tivesse que deslocar até a empresa.

- Faça suas pausas. Eu sempre paro por volta do meio dia, faço meu almoço, e estendo por uma hora sem mexer com nada de trabalho. Essa pausa é essencial para que tenhamos qualidade de vida e tempo para absorver as demandas e nos programarmos. Como eventuais paradas para o café - que normalmente ocorrem na empresa - também valem a pena manter.

- Vá embora! Sim, quando der seu horário, se desligue do meio de trabalho. Desligue o computador, apague a luz, enfim, deixe o trabalho, o quanto puder, no trabalho.

- Não misture. Uma das coisas que mais tem observado é a dificuldade de manter no trabalho quando se sabe que tem uma pilha de roupas para lavar, um banheiro para limpar, filhos a quem dar atenção, etc. Pergunte-se: se eu estivesse lá na empresa, eu pararia o expediente para limpar o banheiro, lavaria as roupas ou ajuda na lição de casa do meu filho? Seja pragmático em um primeiro momento, depois a flexibilização virá de forma natural e saudável.

- Mantenha uma comunicação. Fale com as pessoas com o que você trabalha constantemente. Troque ideias, insights, demandas, e tudo mais como se estivesse ao lado da pessoa com quem você trabalha. Essa normalização é importante para que o serviço flua de forma saudável. Se cada um e fechar em sua concha, o serviço começa a se multiplicar, e a impressão ou sensação de incompetência começa acompetência aumentar.

- Evite distrações. Nada de tv, rádio, jogos ou qualquer outra coisa que não faria se estivesse na empresa.

- Evite ao máximo postergar. Lembre-se que antes de você lidar com a tarefa que tediosa, mais cedo você se verá livre dela.

- Fachada alinhamento de expectativas e produtividade. Seu superior deve saber como está o andamento do seu trabalho, estar você ao lado dele ou em outro país. Por isso faça seu log das demandas e, diariamente, faça um balanço com ele da sua lista de tarefas, o que foi executado, o que falta, e quais suas estimativas para entregar.

Pela minha experiência trabalhando em casa, já que se consegue fazer os ajustes necessários, é muito mais produtivo. E se concentrar no trabalho também diminuiu o contato intenso que tem separado tantos casais. Se você tiver um parceiro ou um parceiro, que cada um tenha seu canto de trabalho. Simplista, eu sei, mas pode funcionar. Em casa eu conseguia fazer em 4 ou 5 horas o que levaria 8 ou 9 para fazer na empresa, pois é o meu computador, minha velocidade, sem interrupções para fofocas, cafezinhos, etc.

Eu também observei que muita gente hesita em se desligar. Você deve executar seu trabalho dentro do expediente. Se está sendo necessário mais tempo, tem algo errado e isso deve ser alinhado com seu superior. Às vezes é excesso e trabalho, às vezes é falta de ritmo, mas é sempre importante "ir embora" do trabalho no horário combinado." - B. Junior

Possível Fracasso Da Libra Pode Ajudar O Bitcoin

Possível Fracasso Da Libra Pode Ajudar O Bitcoin

Segundo Fernando Ulrich, da exchange XDEX, criada por sócios da XP Investimentos, a criptomoeda do Facebook pode impulsionar o bitcoin

São Paulo – O projeto de moeda digital libra, do Facebook, pode não ir adiante se questionamentos de parlamentares norte-americanos ganharem força, e isso não necessariamente será ruim para o preço do bitcoin, avalia o analista-chefe da XDEX, plataforma de compra e venda de criptomoedas, Fernando Ulrich.

Ele argumenta que há no Congresso norte-americano uma sensação de negócios não acabados com a gigante de tecnologia, após os eventos relacionados ao escândalo de vazamento de dados da empresa de mídia social para a Cambridge Analytica, por exemplo.

“Se elevar demais o tom ou isso se tornar uma briga maior, (a libra) pode nem sair do papel”, disse Ulrich à Reuters. A XDEX tem como sócios o Grupo XP e General Atlantic.

Em junho, o Facebook anunciou que se uniu a 28 parceiros para formar uma entidade sediada em Genebra chamada Libra Association, que administrará sua nova moeda digital a ser lançada no primeiro semestre de 2020. Mas desde então tem sofrido questionamentos de órgãos reguladores, parlamentares e governos.

Os congressistas norte-americanos não querem que o projeto colete as informações e armazene os dados dos usuários, incluindo hábitos de pagamentos, e desejam que ele seja o mais descentralizado e mais privado possível, mas querem poder monitorar movimentações para evitar fraudes, como lavagem de dinheiro, disse o analista.

Para Ulrich, o fato da libra ser um projeto relativamente centralizado impossibilita comparações com o bitcoin e outras criptomoedas e um eventual fracasso do projeto do Facebook deveria beneficiá-las.

“O bitcoin não pode ser encerrado pelas autoridades por decreto ou vontade política. Isso é impossível, é como querer acabar com a lei da gravidade… Acho que reforça cada vez mais (a tese do bitcoin). O bitcoin, por ironia do destino, pode acabar sendo ainda o grande beneficiado dessa história toda.”

Fonte: https://exame.abril.com.br/tecnologia/fracasso-da-libra-pode-ajudar-o-bitcoin/

Facebook Fará Alteração No Nome Do Instagram E Do WhatsApp

Facebook Fará Alteração No Nome Do Instagram E Do WhatsApp

Segundo o site The Verge, a gigante de tecnologia deve mudar em breve os títulos de seus aplicativos para “Instagram do Facebook” e “WhatsApp do Facebook”

O Facebook quer realmente que os usuários do Instagram e do WhatsApp saibam quem está “no comando”. Segundo o site especializado em tecnologia The Verge, os títulos dos aplicativos mudarão em breve para “Instagram do Facebook” e “WhatsApp do Facebook”. A empresa já segue essa abordagem com seu aplicativo Workplace.

Os novos títulos também aparecerão na Apple Store e no Google Play. Na tela inicial do dispositivo do usuário, o nome de cada um deles permanecerá o mesmo, mas só por enquanto. Mas conforme publicou o site The Verge, também é muito provável que “do Facebook” apareça na tela inicial dos dois aplicativos. A gigante da tecnologia já fez essa mudança com o Oculus.

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, promete que a rede social será renovada e “mais privada”. Ao mesmo tempo em que a popularidade do Facebook caiu entre os consumidores mais jovens, a do Instagram e a do WhatsApp dispararam.

O Facebook vem trabalhando também para melhorar a sua segurança, diante da forte pressão de ativistas e reguladores desde o início do ano, quando foi revelado que dados de 87 milhões de usuários foram utilizados indevidamente pela consultoria Cambridge Analytica.

Fonte: https://exame.abril.com.br/tecnologia/facebook-fara-alteracao-no-nome-do-instagram-e-do-whatsapp/

Projeto De Lei Nos Estados Unidos Quer Limitar Uso Das Redes Sociais

Projeto De Lei Nos Estados Unidos Quer Limitar Uso Das Redes Sociais

Proposta é do senador Josh Hawley e prevê fim do “scroll infinito” e dos vídeos com o recurso “autoplay”

São Paulo – Empresas como Facebook, Twitter, Snapchat e Google podem ter que mudar a forma como disponibilizam conteúdo na internet. Pelo menos é isso o que pretende o senador americano Josh Hawley. Em seu primeiro mandato, o congressista está trabalhando em uma lei que impedirá que essas redes sociais usem páginas que nunca chegam ao fim e vídeos que são iniciados automaticamente.

“As gigantes da tecnologia abraçaram o vício como um modelo de negócios”, afirma Hawley na proposta. “Muita da ‘inovação’ neste ambiente tem sido utilizada não para criar novos produtos, mas para capturar a atenção com estratégias psicológicas.” Assim, segundo senado republicano, uma nova legislação poderia proteger o usuário e, de certa forma, encorajar as grandes empresas a investirem no que ele afirma ser a “verdadeira inovação”.

Intitulada de, já na tradução do inglês, Ato de Tecnologia para a Redução de Vício em Mídias Sociais, a proposta quer impedir que empresas utilizem recursos com “scroll infinito”, que um site parece nunca chegar ao fim, e o “autoplay”, que é quando um vídeo se inicia automaticamente.

Além disso, as medidas regulatórias ainda fariam com que as companhias fossem obrigadas a trabalhar com uma “interface amigável” que contenha ferramentas que possam limitar o tempo de acesso e o conteúdo disponibilizado.

De acordo com o jornal americano The Washington Post, Hawley é um crítico ferrenho das redes sociais e já chegou a afirmar que a sociedade estaria melhor caso essas plataformas não existissem. À revista USA Today, o congressista classificou os serviços como “parasitas”.

Vale lembrar que o senador já se manifestou publicamente contra a política de coleta e uso de dados do Google e chegou a escreveu uma carta para a Federal Trade Comission – agência americana de proteção ao consumidor – criticando abusos de privacidade cometidos por empresas do Vale do Silício.

Em resposta, a Internet Association, grupo formado por representantes de empresas como Twitter, Facebook e Snapchat, se manifestou afirmando que as plataformas de mídias sociais já investem em programas que “promovam experiências online saudáveis” e que ferramentas de controle de tempo nos sites já existem.

Em 2018, uma pesquisa realizada pela Pew Research Center revelou que 89% dos jovens entrevistados disseram estar online “quase constantemente”. Outro estudo, esse publicado no Journal of Behavioral Addictions e com base em um teste psicológico, dizia que internautas que passam uma tempo excessivo no Facebook estão mais sujeitos a correrem riscos. Os resultados foram semelhantes aos obtidos com usuários de drogas.

Fonte: https://exame.abril.com.br/tecnologia/projeto-de-lei-nos-estados-unidos-quer-limitar-uso-das-redes-sociais/

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